Nasdaq Abaixo da Máxima de Outubro

Chama atenção o fato de o Nasdaq continuar negociando apenas 3,27% abaixo de suas máximas históricas, mesmo após o desempenho recente pouco convincente de seus principais componentes. Ontem, o índice recuperou-se para 25.326 (+1,36%), mantendo-se próximo do topo histórico.

Esse nível é notável considerando a correção nas grandes techs. A Apple, segunda maior ponderação do índice (11%), já acumula queda de 14% desde as máximas. A Microsoft, com peso de 10% e terceira mais relevante, recua 19,65% desde o pico do fim de outubro. A Amazon, quarta maior, cai 10,64% desde o topo registrado em 3 de novembro. Até mesmo a Nvidia — principal motor do rali impulsionado por IA e maior componente do índice — está 13,60% abaixo do pico de US$ 212, também alcançado no fim de outubro. A Meta registra queda de 22%.

A Alphabet apresenta desempenho relativamente mais estável, mas o fator determinante é a rotação para empresas com perspectiva concreta de lucratividade neste ciclo de investimentos maciços em infraestrutura tecnológica. Nesse contexto, a Micron dispara 75% desde meados de dezembro, enquanto a AMD mantém trajetória ascendente. Juntamente com outros nomes do setor de semicondutores — cujo ETF iShares correspondente opera em máximas históricas — essas empresas têm sustentado o índice, evitando deterioração mais acentuada.

ANÁLISE TÉCNICA

O US100Cash — denominação do índice na plataforma MT5 — negocia atualmente a 25.406 (+0,22%). O preço permanece entre as médias móveis de 21 e 50 dias, ambas praticamente horizontais, sinalizando ausência de momentum direcional.

O suporte recente foi encontrado na linha de tendência iniciada nas mínimas de 23 de maio e confirmada no repique de 21 de novembro, próximo a 23.850, após correção a partir da região de 26.100 — esta última ainda sendo a máxima histórica, atingida em 30 de outubro.

O RSI está em território neutro (50,45), enquanto o MACD permanece levemente positivo. O quadro sugere fase de consolidação. No curto prazo, há espaço para reteste de 25.500 e, eventualmente, da região de 25.700 nas próximas sessões — zona que pode se tornar o principal ponto de disputa entre compradores e vendedores.

No lado inferior, atenção aos níveis de 25.330 (mínima de hoje e gap de 24 de outubro), 25.250, 25.050 e, por fim, 24.900. Um rompimento abaixo desse último nível seria tecnicamente negativo e abriria espaço para 24.600, evitando correção mais ampla em direção a 24.000.