Ouro e prata disparam rumo a novos recordes históricos

Nas últimas semanas, temos analisado ambos os metais não apenas pelo forte desempenho dos últimos anos — especialmente ao longo de 2025 — mas também pelo crescente interesse dos investidores de varejo, principalmente no ouro.

No caso do XAU, não esperávamos uma valorização muito mais intensa. Quando analisamos o ativo, ele era negociado perto de US$ 4.050; após atingir US$ 4.386, o preço recuou para abaixo de US$ 4.000 antes de voltar a atrair compradores. Naquele momento, avaliamos que as máximas anuais provavelmente já haviam sido estabelecidas e que os preços tenderiam a permanecer próximos, mas abaixo desses níveis. Já em relação à prata, nossa visão era bem mais otimista: negociada em torno de US$ 54, víamos forte potencial de alta em caso de rompimento.

Fomos parcialmente confirmados. A prata (XAG) manteve o rali com forte momentum ao longo de dezembro e alcançou US$ 70 nesta manhã — um impressionante avanço de +31% no mês. O ouro permaneceu próximo das máximas até a última sexta-feira e, aproveitando as sessões de baixo volume de ontem e hoje, rompeu decisivamente os topos antes do fim do ano. Atualmente, é negociado a US$ 4.487 (ontem o ouro subiu +2,72%, enquanto a prata avançou +3,10%).

Nesse tipo de configuração de mercado, a análise técnica oferece insights limitados. Os preços estão operando em território inexplorado, tendo como principal referência apenas as máximas anteriores, enquanto os indicadores de momentum permanecem sobrecomprados — o que, por si só, não significa uma reversão iminente da tendência. Investidores já posicionados podem considerar deixar os lucros correrem, ajustando gradualmente os níveis de stop; já aqueles que ainda não entraram devem ter cautela ao buscar novos pontos de entrada.

Relação ouro/prata indica possível reequilíbrio

Por fim, reforçamos a forte compressão recente do ratio ouro/prata, que evidencia uma clara preferência dos investidores pela prata. Desde abril, o indicador caiu de cerca de 100 para pouco acima de 60. Agora, o ratio voltou a níveis historicamente mais “normais” (ao menos neste milênio), o que pode indicar que, no curto prazo, veremos algum reequilíbrio no desempenho relativo entre os dois metais — com a prata possivelmente deixando de superar o ouro de forma tão consistente.