Bitcoin se mantém próximo de US$ 93.000 enquanto o mercado assimila o impacto da guerra comercial
O Bitcoin se estabilizou na faixa de US$ 92.000 a US$ 93.000 nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, enquanto o mercado de criptomoedas digere o aumento das tensões geopolíticas após novas ameaças de tarifas dos Estados Unidos contra vários países europeus. Depois de um início de semana marcado por forte volatilidade, em que o BTC chegou a romper níveis importantes de suporte, os investidores agora acompanham de perto as declarações vindas de Davos e qualquer avanço no impasse comercial entre EUA e União Europeia.
Os ativos de risco globais, incluindo ações e criptomoedas, seguem sob pressão à medida que o mercado interpreta a retórica tarifária como um sinal renovado de incerteza macroeconômica. Em contrapartida, ativos considerados porto seguro, como ouro e prata, continuam renovando máximas históricas, refletindo um aumento na aversão ao risco.
Mercado cripto pressionado pela incerteza comercial
O comportamento do preço do Bitcoin nesta semana tem sido instável. A criptomoeda chegou a cair abaixo de US$ 92.000 antes de recuperar estabilidade perto de US$ 93.000. Dados de mercado indicam que o BTC recuou cerca de 2% a 3% após as manchetes relacionadas às tarifas, enquanto o sentimento geral no mercado cripto tornou-se mais cauteloso.
Ethereum e as principais altcoins registraram perdas ainda mais profundas, confirmando que o nervosismo não se limita apenas ao Bitcoin. Esse movimento apagou boa parte dos ganhos do início de janeiro, quando o BTC se aproximou da resistência dos US$ 95.000. O episódio mostra como fatores geopolíticos estão dominando o movimento de preços no curto prazo, superando até mesmo os fundamentos do setor cripto.
As tarifas de Trump reacendem o modo “aversão ao risco”
A volatilidade aumentou depois que o presidente Donald Trump reafirmou a intenção de impor tarifas de até 25% sobre produtos de vários países europeus, incluindo Dinamarca, França e Reino Unido, caso não haja um acordo relacionado à Groenlândia.
O anúncio abalou os mercados financeiros, provocando vendas em ativos de risco, como as criptomoedas. O Bitcoin chegou a cair cerca de 3,6%, o que desencadeou liquidações em posições alavancadas. O episódio reforça que qualquer novidade na política comercial tem potencial para gerar movimentos bruscos no mercado cripto.
Altcoins sofrem quedas mais acentuadas
Embora o Bitcoin tenha mostrado alguma resiliência relativa, o impacto foi muito mais forte nas altcoins. Tokens como Solana, Dogecoin, Cardano, Chainlink e Avalanche registraram quedas mais agressivas, refletindo um cenário generalizado de aversão ao risco.
A capitalização total do mercado de criptomoedas também recuou, confirmando que o movimento não foi isolado, mas uma reação ampla à incerteza macroeconômica.
Bitcoin enfrenta uma zona de forte resistência
Analistas técnicos destacam que o Bitcoin enfrenta uma zona de resistência importante entre US$ 93.000 e US$ 110.000, onde movimentos de alta anteriores perderam força. Para que uma ruptura consistente aconteça, será necessário um aumento sustentado da demanda, especialmente por parte dos detentores de longo prazo.
Alguns especialistas apontam que a pressão vendedora desses investidores de longo prazo diminuiu em relação a meses anteriores, o que pode se tornar um fator de suporte caso as tensões geopolíticas comecem a diminuir.
Davos e a política comercial devem ditar o rumo do mercado
Com o início do Fórum Econômico Mundial em Davos, os mercados se preparam para uma semana de alta volatilidade. Declarações de líderes políticos e econômicos sobre comércio internacional, tarifas e cooperação global podem provocar movimentos rápidos tanto no Bitcoin quanto nos demais ativos financeiros.
Qualquer sinal de escalada ou de alívio no conflito comercial entre Estados Unidos e Europa tende a ser refletido quase imediatamente nos preços das criptomoedas, reforçando a ideia de que o mercado cripto está cada vez mais conectado à dinâmica macroeconômica global.


