Queda do Bitcoin para US$ 60 mil levanta teorias sobre o colapso de um grande fundo oculto
A forte queda do Bitcoin para perto de US$ 60 mil desencadeou intensa especulação no mercado cripto, com traders tentando identificar o gatilho por trás de uma das maiores quedas semanais desde o colapso da FTX em 2022. Mais do que uma correção macro tradicional, muitos analistas acreditam que a queda de cerca de 30% pode ter sido acelerada por liquidações forçadas de uma grande instituição não nativa do setor cripto, possivelmente baseada na Ásia.
Uma venda repentina que pareceu “forçada”
O Bitcoin perdeu quase um terço do valor em apenas uma semana, com movimentos intradiários bruscos e liquidez reduzida nas principais exchanges. Participantes do mercado descreveram a pressão vendedora como agressiva e indiscriminada, diferente das correções graduais vistas no início do ano.
Alguns traders especulam que uma grande entidade — como um fundo soberano, uma exchange ou um investidor institucional — pode ter vendido bilhões em BTC. A velocidade e a magnitude do movimento sugerem estresse urgente de balanço, e não apenas aversão ao risco.
Um grande player asiático pode estar por trás?
Uma teoria bastante discutida aponta para uma grande instituição asiática enfrentando crise de liquidez. Segundo essa hipótese, tudo teria começado com operações alavancadas em exchanges, seguidas pelo unwind de carry trades financiados em iene com a alta dos custos de financiamento.
Com a liquidez diminuindo, o investidor teria tentado recuperar perdas em operações com ouro e prata antes de ser forçado a liquidar posições em Bitcoin. Por ter poucas conexões com contrapartes nativas do mercado cripto, o mercado teria demorado a identificar a origem das vendas.
Atividade recorde no ETF de Bitcoin da BlackRock levanta suspeitas
Outro possível fator é a atividade incomum no ETF spot de Bitcoin da BlackRock (IBIT), que registrou seu maior volume diário da história, junto com prêmios recordes no mercado de opções.
Isso alimentou a tese de que uma grande posição alavancada em opções foi liquidada. Alguns analistas acreditam que hedge funds que financiaram estratégias arriscadas com empréstimos em iene podem ter sofrido perdas significativas, sendo obrigados a vender Bitcoin rapidamente.
Surge outra narrativa: segurança quântica do Bitcoin
Além das questões de alavancagem e liquidez, a queda reacendeu o debate sobre a segurança do Bitcoin diante da computação quântica. Alguns especialistas acreditam que preços mais baixos podem acelerar investimentos em soluções de segurança para o protocolo.
Embora o risco quântico ainda seja teórico, a discussão destaca como quedas de mercado costumam reacender debates sobre a resiliência de longo prazo da rede.
Liquidez fraca e sentimento pessimista
Diferente de correções anteriores, marcadas por compras rápidas, esta queda apresentou “vazios de liquidez”. As altcoins caíram ainda mais, e o sentimento do mercado voltou a níveis semelhantes aos do período pós-FTX.
Por enquanto, traders seguem cautelosos e veem os repiques como temporários até que as vendas forçadas sejam totalmente absorvidas.
O que esperar agora do Bitcoin?
A recente queda reforça como o mercado cripto pode mudar rapidamente sob a influência de capital institucional e alavancagem. Seja por liquidações ligadas a ETFs, problemas em fundos ou vendas soberanas, a volatilidade deve continuar elevada.
Até que a liquidez se estabilize e a origem das vendas fique clara, o nível de US$ 60 mil continuará sendo uma zona-chave para o futuro do Bitcoin.


